O QUE ME CHAMA

O que me chama,
Senhor,
não são as multidões
sorrindo.
O que me chama,
Senhor,
não são as multidões
aplaudindo.
O que me chama,
Senhor,
são os tristes
e os cansados;
são os desiludidos
e os amargurados.
Eu os quero ajudar,
Senhor.
Ao seu chamamento
e lamento, parar.
Com eles sentidamente,
mansamente chorar.
Com Teu auxílio
os encaminhar
até à Tua cruz.
Assim sei -
nos seus olhos
irá brilhar nova Luz!
Tão boas coisas
me tens dado,
Senhor:
Amor, carinho e perdão.
Para eles, tudo transferir
com um toque da minha mão,
para que muitos saibam
que, neste mundo frio,
indiferente...
há um Deus que os ama
sempre e sempre.
(Lídia Machado Cóias)

3 comentários:

Flôr disse...

Zeca, era mesmo isto que eu queria.... como tu me "conheces"!
:) obrigado

Raquel disse...

Fiquei emocionada e feliz pelo poema que incluiste aqui! A autora pertencia à minha família e é bom saber que a sua voz não desapareceu, mas continua viva nos seus poemas. Obrigada

Flôr disse...

querida, nós fazemos parte da mesma família. A família de Deus!

Sempre gostei imenso deste poema, tão "sentido" e tão humilde!

Um beijo para ti! :)